Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

Um Crime em Farelos

Folhetim nº 4

Sarrabulho entra na adega, agora transformada em quartel general das operações, e senta-se numa cadeira pensativo. Tem que falar com Ana Paula e descobrir o porquê de esta ter sido despedida. Olha em volta… num canto da sala, Serôdio prossegue com o inquérito a Toni e do laboratório ainda não disseram nada…o melhor mesmo é ir à procura da suspeita. Levanta-se e com alguma hesitação volta para a rua onde continua a chover sem parar.

Após algumas voltas à procura da R. das Laranjas, onde mora Ana Paula, lá consegue encontrar o nº 5. A campainha soa irritantemente e segundos depois Ana Paula aparece à porta. Sarrabulho entra e é conduzido a uma saleta de aspecto simpático e decorada em tons de verde. Ana Paula serve um chá, que com este tempo é mais do que bem vindo a Sarrabulho, que apesar do guarda chuva se encontra encharcado e enregelado. Depois de uns breves momentos de tagarelice acerca do tempo, Sarrabulho inquire Ana Paula acerca dos motivos do despedimento. Um silêncio súbito invade a saleta verde, a figura rígida de Ana Paula de repente sofre um abalo e curvando-se irrompe num pranto convulsivo, iniciando assim o seu relato. Carlos na quinta feira passada tinha-a encontrado a mexer na bolsinha onde guardava o dinheiro que tinha levantado do banco para pagar os salários dos seus empregados, posto ito Ana Paula não pôde fazer mais senão confessar a Carlos que tinha sido ela também que tinha feito desaparecer algum dinheiro da caixa mais do que uma vez, na altura reagiu mal ao despedimento, mas agora, diz estar profundamente arrependida das suas acções. Após uns minutos e algumas perguntas mais Sarrabulho abandona a casa de Ana Paula em direcção à tasca do Chico, está na hora de falar com ele.

18:32 o telemóvel toca…é do laboratório!

RELATÓRIO DA AUTÓPSIA

NOME: Carlos Miguel ---------------------- DATA NASCIMENTO: 16 – 7 - 1963

DATA INCIDENTE: 7 – 2 – 2006 --------------DATA AUTÓPSIA: 8 – 2 - 2006

DATA DO RELATÓRIO: 8 – 2 – 2006 ------------------ AUTÓPSIA Nº: 15/M3F

LOCAL DA MORTE: Farelos -- LOCAL DA AUTÓPSIA: Inst. Med. Legal de Areias

HORA APROX. MORTE: 22:00

RELATÓRIO FINAL / CERTIDÃO DE ÓBITO:
Morte resultante de asfixia (privação de oxigénio ao cérebro) devido a estrangulamento evidenciado pela recente fractura do osso hióide, do pescoço e hemorragia dos tecidos moles que se estende de forma descendente ao nível da cartilagem direita da tiróide. A autópsia revela frácturas ósseas, costelas fracturadas, contusões ao nível do abdómen médio, costas e nádegas, extendendo-se ao flanco esquerdo, abrasões na zona lateral das nádegas. Contusões na parte traseira das pernas e joelhos, lacerações e cortes superficiais nos 4º e 5º dedos da mão direita. Evidências de alergia à lactose reveladas pelo inchaço abdominal. Causa provável: leite de côco ingerido num período recente antes da morte. Não evidência de ferimentos defensivos ou causas naturais. Forma de morte homicida.

FIM DE RELATÓRIO.

RELATÓRIO ANALÍTICO A PROVAS

CONCLUSÕES: após análise ao material encontrado na cena do crime conclui-se: Material de origem orgânica, vegetal e animal. Estrume de burro misturado não naturalmente com palha alimentar para burros.

FIM DE RELATÓRIO.

Sarrabulho anima-se, finalmente alguma coisa em concreto, embora neste ponto nada continue a fazer sentido mas algumas pontas já não estão soltas…
Resolve ir até ao largo ao encontro de Chico.

18:52

Entra na tasca do Chico e pede-lhe amávelmente que lhe explique onde e com quem esteve na noite anterior por volta das 22:00h. Chico não tem alibi, diz que fechou o café por volta das 21:00 como sempre e rumou a casa sozinho. Afirma que não matou Carlos Miguel, apesar das desavenças lá no fundo nutria um certo respeito pelo concorrente e seria incapaz de cometer tal disparate. Já a sua prima, cozinheira de Carlos, afirma, andava possessa com o despedimento e a prometer vingança.

Entram vários clientes na tasca e Chico desculpando-se afasta-se para os atender. Sarrabulho decide ir ter com Serôdio para saber o resultado do inquérito a Toni.

19:15

Serôdio aproxima-se de Sarabulho quando este chega à adega, acabou de encontrar na cozinha de Carlos, debaixo do fogão, um papelito manuscrito de uma receita. Até aí nada de novo a não ser o facto de a letra ser feminina… e um dos ingredientes ser leite de côco…

Serôdio prossegue no seu discurso dizendo que a conversa com Toni revelou que este não tem alibi para a noite anterior, mais uma vez embebedou-se na tasca do Chico e só se lembra de sair da tasca e mais nada até hoje de manhã quando acordou no barracão do milho na eira, do outro lado da aldeia, pouco antes de Sarrabulho chegar a Farelos. Ávido por se destacar Serôdio acredita que Toni esteja a mentir, porque afirma que Toni quando lhe dizia onde tinha supostamente acordado, olhou para cima e para a esquerda e segundo os livros de psicologia que tem andado a ler, Toni não foi buscar a informação à memória mas sim à zona criativa do cérebro, o que prova que mentiu.
Sarrabulho discretamente revira os olhos e pensa que este guarda anda a ver filmes a mais, no entanto há sempre o factor instinto e Serôdio até pode ter alguma razão…

19:30 Sarrabulho retira-se para uma zona ao canto da adega onde pode pensar com mais calma, está muito perto de chegar ao final. Sente-o. Só falta analisar o conjunto de evidências e unir as peças do puzzle. Chama Serôdio e incumbe-o de arranjar uma mesa grande e 7 cadeiras a serem colocadas no centro da adega e chamar um a um, todos os seis suspeitos e o prior para se encontrarem ali as 22:00 em ponto. Até lá tem que resolver o enigma. Pois quando chegarem a farsa será revelada…


publicado por Bisbilhoteiro às 10:49
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Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Poesia do Bordel


Faz... Faz... Faz,
faz hoje 7 anos do massacre de columbine.
A comer peixe grelhado com batatas cozidas.
E putos suicidas, que vêm bicar-te uma existência após "aquilo" das pitas e pitos,
género:

"Caro professor, na minha opinião de aluno que pensa por ele proprio acho que a biografia civil duma poetisa não interessa nada para uma aula de portugues, pois a biografia espiritual que é que a que realmente interessa está nos poemas, nao devemos vasculhar no lixo dos outros para o mostrar a alguem...."



Ide engulir farpas de montanhas mágicas
e enganar-vos com as rotações fantásticas
de máquinas xpto de lavar roupa,
sim os putos crescem e querem casa.

Esperma de um golpe publicitario da tvi,
de facto o rapaz continua a aparecer na novela...
O morto das auto-estradas do amor-paixão-tesão,
diz o puto:

"e quando na minha turma tava tuvo a ver na tv o funeral do puto
viro-me eu e digo "quando foi a madre teresa de calcuta não fizeram tanta algazarra..", ia sendo fuzilado por uma camada de betos."
Betos pós-guerra do 25 de abril, e a marcha homossexualite da cena.

Que triste figura fazem os eles
num poema ou num romance.
De poder ilusório
há muito dos livros
pela bênção de quem os pensar.
...nada muda. Não pode.
Poderão, se tanto, mudar as regras
eu por exemplo ando nú em casa
e sou apanhado de x em x tempo.
...e limitam.
Toda a vida de outros
que falam de outros lugares,
que falam de outras pessoas.
...está cansada
do poder e da vaidade
que em nome dela se praticam.
...a sua vida
a policie e interprete.
...confinada aos laboratórios,
ao exercício interminável do faz-de-conta
e ao parece bem.
...perderá o seu domínio.
sobre as ondas do mar
com a chegada do vento;
na roda da tortura, comecem
os tendões jamais se partirão;
será destruída a fé
com mél de puta,
e, como unicórnios,
de cornos unos e se fossem mais,
seriam divididos no seu domínio.



Caralhos polidos,
fodas de liricos idos,
Decorariam-se odores
em esperma branca.
fluido e envolvente,
Tetas inauditas,
orgasmos infinitos,
em gritinhos de pompa oriental,
Tudo aí à alma
na cama na calma
dum doce natal.
Luxo, beleza e lagonha.
Amor!

cogitar em conversas distantes
não sei bem o quê,
putas esfaqueadas à noite
ela encalha no escuro
e ouve-se um andar
chaqui-chaqui chará-quiii.
...vozes.
Ela enconha o que dizem,
de corpo cansado.
raramente com os seios no sítio.
Tetas de maus humores
e de cona insuspeita
a voar e estendida no molho de pernas
que a cruzam
e lhe esfregam o sexo na boca,
em cenas de ciúme,
em prazer fodível,
alicersado com música que toca
um bolero dum incêndio de escavação
dum prazer da reconciliação
de ser uma puta do caralhão!
E subitamente em obsessão dentro da sombra,
sai um emaranhado duma aranha-mãe
parece gorda, mas não é,
é esporra mãe!
Se abrisse os olhos ter-se-ia, só para si
em cona de metano
embriagada em moca,
cozida à costura da espinha dorsal
em pensamentos contabilisticos da vil profissão
notas às cores alinhadas, elegantes, vincadas
com o lado de fora,
chamativo e em chamas
e o cliente vem e paga
para por o seu caralho dentro dela
e lá vai ele,
revirar para encontrar a arte de dentro.



Simples e desafectada
se revê, em espessura própria,
explorada deste universo que receia não ser visto.
Os gordinhos feios fodem as putas
e são homens másculos porque têm buracos desvios, das infracções à norma,
Aparecendo vestidos mais tarde
nas suas casas de família de pouca pila
com cores imprevistas e perturbadas
vacas estatuais e pranhas os esperam
para por-lhes lá dentro
a tal papa de maizena
e os putos do papá
são apenas buzinas inesperadas.
Beijo amor.

...de mim
para mim seu filho da puta
a tua mãe manda dizer que te quer em casa cedo hoje
e eu já cortei o caralho ao porco do paneleiro do teu velho
as tuas irmas andam a dar o cu
vou te partir o canastro
em forma de "ganda toni"
pede-me desculpas
eu desisto
pede-me desculpas
vais para a morgue
e agora vou matar esse boi
és ... mulher?

A arte tangida
nos joelhos
escarpada em dor
prossegue sozinha
de porta a porta
escondida no rasto
da boca
colhida em calda;
acesa a rosa no seu
mastro... vibrador.

And death shall have no dominion.
Under the windings of the sea
They lying long shall not die windily;
é pois relevante à tua noçao de beleza nem indulta.
Bate-me, insulta-me, coisa-me!

...é esmegma?
é massa que reboca a casa-bordel,
em centelhas da publicidade de recrutamento de escravinhas.
Candidatas enviem email para um mijar na sanita
e que seja anti-higienico...
Mijando nús e sentindo as pingas nas pernas.
Se eu fosse uma actriz porno chamava-me urectra franklin
"queres vir às putas?"
E traz a nova àgua vidago sem gás com sabor ao caralho que te foda
ou agora precisas que a merda da água tenha de ter sabor
para beberes ó seu grande filho da puta.
Queres sabor bebe cerveja seu betinho da merda
com a mania que és audavel e a humanidade evoluiu com água a saber a merda
ou achas-te um macaco especial...
"vazelina maria ines so doeu a primeira vez",
podias ser a minha catarina furtado adolescente, a nadar nua num lago...
Os cavalinhos correndo,
E nós, caralhões, comendo...
...falando grosso, avacalhando-se...



O rui veloso também é bom
ROCK IN RIO : TOU-ME A CAGAR.
torno-as velhas, tão velhas em carunchos.
ROCK IN RIO : TOU-ME A CAGAR.
Antes melhor fora
Que voltasse bêbedo!
Nú e escondido,
só para eu o violar!
Com um pauzinho de supermaxi nesse rabo,
lavadinho com águas delirantes!
E acetona no cabelo,
puta loira e cara, é a lógica do pai nosso que estais no céu,
numa coma vaga e melancólica de velhas com estalactites
a apertar o útero fora de prazo,
na igreja das igrejas,
ladeadoras da paisagem do homem-sexual,
ainda se fodesses na prada
dos sorrisos de sombra,
dos reis de espanha,
no lago com patos,
em aroma de foda de pato ou ganso.
Com ferocidade silenciosa devorando
um grito... em sangue... oculto e rente
e entretanto,
mil caralhos vis,
brandiam as glandes atomatadas,
atraindo o ânus negro,
e golpeavam-lhe... muito e muito.

Evolam-se. Eczemas de danúbio. São volutas
Deputadas com incenso. Inalo-as para dentro,
rompo-lhes a cervical,
dobro-as em felação,
com lambidelas velozes de ópios.
ossos que brilham no escuro
em ilúcidas pancadinhas ao raspar os nossos ossos,
Alucinantes.
Pimp my ride,
às touradas vão só seres com cornos
estranhos ávidos soltos ao céu brumoso em dor universal, ali
na cona da mãe, que pariu
nos alicerces
ainda quentes
acabados de receber o sol que não morre,
da doença da volúpia ardente... esparsa... masturbação,
e quero tanto, algo assim, percorrendo-me fora-adentro
sem remorso vão...
Amargo e quente,
gota a gota, do bichinho com cauda,
no chão.
A vida corre,
a vida corre-me, em acre sabor de chão,
e vou pisando os bonequinhos
carcomidas de sono intemporal, nesse limbo
enquanto sem útero,
e vou matando-os
adormecendo-me o ansiado gosto por tudo,
e quase todos.


publicado por Bisbilhoteiro às 05:37
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Domingo, 23 de Abril de 2006

The Legendary TIGER MAN



Descartava os pintelhos na afloração do caralho
e na laca sêca da minha baby
lá pela tardinha encontrava sempre crédito
e ela fazia o movimento de foda,
dentro e fora
com blues no aparelho.

Eu disse a noite toda
"isto é de loucos" com muito speed
e "olhem para mim, é sem drogas..."
a outra teve um filho assim,
sem drogas...

E chovia, e tinha boleias
para ver cedo na TV
o mickey mouse, e desenhos da Hanna Barbara
e à noite, filmes fuck.

E antes de foder, foder muito,
andava na nuvem do electro,
com muitas cenas despidas a acompanhar,
havia um guitarrista com barba por fazer
lá ao fundo, que não sabia tocar,
com ar de cenário degradante
pénis meu!
Pénis meu!



Peguei em sarrabulho
enjoei-me de copos de vidro
e fui parar a um bar de aldeia
comandado por meninos de bem de lisboa
e gostei. Ofereceram-me bolinhos catitas
e esfreguei-lhes sorrisos nas suas pilinhas,
e na coninha doce duma fémea.

Apanha-me e levame para a terra das ovelhas
com vaginas de cavalo... negras!
Jogos de pretos que batem em pretos,
tudo à chuva com vidros no chão
acostumas-te a coçar a coçar a coçar, as costas.

Óculos de aviador, camisa branca, terno de salazarista
gel de caviar, e namorado de 30 brincos na orelha
e saltinhos com bróculos, e e e e e e e e e e
manager feio, dono da disco feio,
meninas feias, putas dos advogados feias,
e bates palmas mas não uivas
isso é para os cães que andam na merda das mentiras,
e derretes lá fora e aqueces cá dentro,
e despes-te no açucar, eu já.

Bate o pé filho da puta,
o vinho deixa-te louco,
aquela puta faz-te broches justos
o tamanho e a largura baby,
pensas que é ok?
Conheces boa bebida, com mescalina?
Para foder esse cérebro fodido com a música do tempo,
ou dos filmes e da músiquinha nova na rádio?
Dos downloads ilegais ou do simplex do sócrates?
A tua vida é uma merda,
a tua vida é uma mentira,
baby do caralho, e sim,
enche-me a glande com açucar,
para te dar coisas doces.

Procissão à capoeira das putinhas que vestem um preto e um branco,
vou apanhar sol no peito,
um embuste colorido, com shampoo no cabelo
verdadeiro e direitinho,
e ponho as roupas que estiverem contorcidas toda a noite,
para nenhuma mulher me violar com o verbo do não,
e se a ouvirem gritar, não me culpem
não é culpa minha,
sou uma árvore que grita
e ela sentou-se na árvore,
o meu caralho é um caralho assassino...
eu tenho blues lá em casa, depois do chá, antes da masturbação da manhã.


publicado por Bisbilhoteiro às 14:51
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

Coisinhas a ceder, jamais se partirão.












publicado por Bisbilhoteiro às 18:33
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2006

Morreu um caralho plebeu

...cerveja.
vodka martini,
uma shirt linda dos clap your hands!
...um bom tintol,
meio litro de gin tonico,
para animar o estomago e ter dores de cabeça no dia a seguir.

...roncar,
uma plastica ao nariz,
mal feita, e anos depois uma veia rebenta no nariz e morre de hemorragia
...devia atrapalhar um bocadito...



...o isqueiro ao acender o cigarro e é passado a ferro por um camião num cruzamento onde não parou.
...copos e charros
com fetiches estranhos
abriu a porta
baixou-se para apanhar
escorregou
caiu
o carro tava inclinado
passou-lhe por cima.

O gajo que ficou cortado ao meio no elevador.


"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce." - Fernando Pessoa.
O Fernando tem aquele ar,
da ultima vez que tivemos juntos deitei-o no chão
porque ele me partiu um tijolo nas costas
só não lhe mandei um selo porque era o meu pai.

O pessoal vai chegar á escola e vai ver pitas histéricas com camisolas a dizer: "Dino 1983 - 2006 Morreu sem me tirar a virgindade".

...li no record
que um puto loiro nao sei quê,
"super fodivel" - disse uma pita
morreu na formula 1
e fazia novelas pra putos que mamam leite da mama
na tvi...
ma merda da tvi,
na merdissima tvi,
na sempre filha da puta da tvi.

O Dino chega ao céu dos putos de olhos azuis e diz:
"Encontrei o meu papel da esporra!! Tava debaixo dos lençois"
E nosso senhor da nazaré diz-lhe: "Já tens almoço."

publicado por Bisbilhoteiro às 18:22
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Lirismo labrego com meio cinema em Match Point

O rapaz tinha chegado a casa com uma caçadeira, e dois cartuxos vermelhos, polidos e brilhantes (tal e qual no Match Point o filme), mas com uma condição: a pila vinha amarrotada da grande viagem, e sem essas coisas-adorno de vida. Pois bem, sem cona, nem sexo com qualquer outra coisa com dedos, a esmegma começou a aumentar, a aumentar, a aumentar...

Um taxi para o centro de Londres, sim?
E nas tábuas do cais, deixas cair depósitos de sorte, e esperança,
e tiras fotos que nunca irás ver sozinho,
porque és o rei da cocada.
Viver no cais e imitar o Russel Crow.

E subiu a escadaria, tal qual o filme (Match Point), as diferenças eram espaciais e sazonais, a miuda não era loira, mas tinha vagina, ele não sabia é se isso interessava, mas tudo começava a deixar uma marca na consciência de Kobe Bryant, ele jamais iria aceitar, que tinha perdido o trabalho por ter mandado a cona com pernas abortar. Oh desgraça dos céus. E começou a chover em Gotham City. Experimentar soletrar "path" e "Gotham". Ouve-se um tan tan ao fundo.

Podias testar as teorias de Cronos,
fumar pelo nariz sai fumo pelo cú
bater uma punheta para um copo e engolir a meita
e folhas de tártaro do preto dos dentes, a florescer, a flor mais bonita... tu.



Começou a fingir que fumava aos sete anos, agora não, mas a vida eram míriades inoportunas que o avisavam, que por exemplo, filmar brasileiras com mau andar, numa tarde de dominho num Vasco da Gama, poderia ser estúpido. E foi estúpido, elas não gostaram de serem gozadas, ainda mais com uma camara vulgar de puto rico, e mandaram "atacar" os namorados, que foram violar tal despojo de consciência, ali nas escadas inacabadas do Lisboa Casino ao contrário. Enquanto morria no acto (um bocadinho de cada vez), lembrava-se e não disfarçava o sorriso, de ter visto a exposição de Frida kahlo... Aquelas sobrancelhas à indio, e o bigodinho semi-buço, semi-burro. E passou-se.

transformou-se em pássaro
e voou
está louco
uiva à morte
e sorri aos meus delírios
com o medo
dança no meu sorriso
que com dentes branquissimos espelhos
queimam pombas nas minhas
que foram até onde a morte
ensina os colhões dos mais abnegados a dar vida
com pénis cheio de leite-esperma
na menina magra de ferro e cálcio.

O ar castiga os monstros
que bebem do desastre
da hora do vazio no vazio
que aferrolha os lábios da cona
escondem os condenados
enforcados no nada vazio
duma masturbação com coca-cola em vidro na vagina...
poderia ser.

e no entanto não dizem nada
ao medo costumo dar uma escarradela ...
ele tem nojo naturalmente
eles têm.

Chupa-me os olhos
os olhos: continuarei a ser chupados por mais.
Mas tu agora, aqui, jamais! Sim serei, completado,
tu agora num sempre que jamais o serei nem num jamais o terei,
chupa-me os olhos!

invocar-te.
abraçar-te
como se fosse a mão,
do caralhão da punheta que encosta tal centro de atenção...
na mão, com tesão.
Arranca-me o caralhão: palpitarás no hipótalamo,
se incendiares o cérebro deste teu anormalíssimo hipópotamo
no meu sangue cuspirei esporra que era para ti
nunca entenderei a fobia...
mas... tentarei!

Gritou emocionado, quando apareceu embrulhado no colo.
foi pegá-lo no colo e pareceu-lhe um sorriso apagado
de quem tinha algo mais a dizer.

Os pénis não falam.

Ao vê-lo, balbuciou alguma coisa como: é um anjo...
sorriu e concordou, é um fucking anjo.
apressado para pegar o pilão
e anunciou que seria uma experiência nova,
e começou a punheta
este defendeu suas asas e saiu voando,
mas, antes, pediu desculpas por ser punhetado num mundo que ainda rejeitava anjos.

publicado por Bisbilhoteiro às 00:57
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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

Um Crime em Farelos

Folhetim nº3

16:23 Sarrabulho caminha em direcção à igreja, após ter incumbido o Guarda Serôdio de interrogar e apontar o depoimento de Toni, espera que o Padre Jacinto, possa ter algumas respostas para lhe dar. Entrando na nave principal sente imediatamente uma paz avassaladora que lhe acalma o espírito, embora não seja um homem religioso, d vez em quando é sempre bom poder estar num local onde possa baixar as guardas ainda que seja apenas por breves instantes. Calmamente vai percorrendo passo a passo o caminho até à sacristia onde espera encontrar o Sr. Prior. Gentilmente bate com os nós dos dedos à porta e aguarda, quase imediatamente a passagem é-lhe cedida por um vigoroso “- Entre!”

Ao vê-lo entrar, Padre Jacinto ergue-se para o cumprimentar amistosamente com um forte aperto de mão e com um leve acenar de cabeça e gesto com o braço indica-lhe uma cadeira para que se sente.

- Detective, em que lhe posso ser útil?

- Sr. Padre, tenho algumas perguntas sem respostas, gostaria que me ajudasse a entender umas coisas.

- No que puder ajudar…

- Padre Jacinto, quem além de Toni, poderia ter motivos para fazer mal a Carlos Miguel ou que não gostasse dele? Mesmo que fosse uma coisa irrisória, que ache que não é motivo suficiente para matar. Quem são os inimigos de Carlos?

- Bom, isso que me pede é algo complicado, pois não conheço ninguém que lhe quisesse mal a esse ponto, mas…. Há uma pessoa com quem Carlos não falava, aliás era mais o Chico que não lhe falava a não ser para discutir, desde que Carlos abriu o café – mercearia que o Chico, que é dono da tasca do largo se aborreceu com ele, acha que Carlos abriu ali o negócio só para o levar à ruína, ainda não há duas semanas tiveram uma discussão feia no largo, o Chico berrava que lhe batia e que ele o tinha desgraçado, sei lá mais…olhe foi p’rá ‘li uma confusão, teve que vir a Ana Paula, a ex-cozinheira do restaurante de Carlos, que também é prima do Chico em segundo grau, separa-los. Mas o Chico é boa pessoa na realidade. Homem pacato, nunca causou problemas a niguém, foi criado por um tio que lhe deixou a tasquita quando faleceu e assim tem vivido a vida. Nunca se casou e apesar de ainda ser novo, anda na casa dos 45, recebe o apoio das limpezas da AAIP em casa, até fui eu que providenciei isso ao rapaz, senão vivia num pardieiro…

- E quanto a Abílio Macieira Sr. Padre? O que me pode dizer sobre ele?

- O Abílio, era vizinho do Carlos como o Sr. sabe, trabalha na lavoura nuns bocados de terra que tem ali para baixo passando a eira, vai vendendo umas frutas e vegetais que cultiva, na feira ao fim de semana, enviuvou novo, há uns dez anos, a mulher caiu nas escadas da rua e ali ficou, na altura foi um choque para todos, surpreende-me que ainda não soubesse disto detective, na altura até polícia meteu ao barulho, achavam que o Abílio tivesse morto a mulher, mas nunca encontraram nem motivo nem provas para o suposto crime. Foi uma queda estranha, mas estas coisas acontecem e nem sempre envolve maldade. As escadas estavam molhadas e a mulher de Abílio escorregou e bateu com a cabeça num dos degraus. Na época espalhou-se o boato que a tinha morto poerque era estranho que em plena tarde de Agosto as escadas tivessem molhadas a tal ponto que ela escorregasse até porque a tinham visto de manhãzinha a lavá-las. Enfim o povo gosta de falar e as vezes não mede as consequências do tamanho da lingua…

- E quanto a namoradas? Alguma que se conhecesse?

- Carlos era um homem discreto, não lhe conhecia ninguém, mas andavam por aí uns zunzuns de que teria alguém, agora quem… realmente não sei. De Abílio é que se anda a dizer que tem um fraquito pela rapariga que ajuda nas limpezas, boa moça mas muito nova para o Abílio, já tentei falar com ele a semana passada, porque a moça é um alvo fácil nesta terra e simpatizo com ela, ajuda muito aqui na igreja com as crianças aos sábados…mas Abílio negou disse que gosta dela como uma filha, claro que não acreditei mas parece-me inofensivo. Pobre moça apareceu por estas bandas há uns anos vinda, só deus e ela sabem de onde, nunca o revelou. Não deve ter tido uma vida fácil, dizem as más linguas que terá tido um filho mas que este morreu, não seise é verdade ou não, nunca lho perguntei…

-Padre Jacinto há pouco falou numa ex-cozinheira de Carlos?…Porquê ex?

- Sim , Ana Paula, foi cozinheira no café de Carlos que também servia algumas refeições, desde que abriu, mas há coisa de uma semana Carlos despediu-a…

- E porquê?

- Meu filho a isso já não posso responder, os motivos que tenho conhecimento foram-me ditos por ela em confissão e como tal estão protegidos perante os ouvidos de outros que não deus. Lamento não poder informar mais, tente falar com ela, pode ser que o ajude…

- Só mais uma pergunta Sr. padre e depois deixo-o continuar com os seus afazeres, tem alguma ideia do que poderá ter acontecido ao vinho que estava na pipa? Sabe que o vinho morangueiro é ilegal…

- Sim eu sei mas Carlos apenas fazia para consumo pessoal todos os anos enchia umas quantas pipas para beber ao longo do ano, até à próxima vindima, era uma espécie de hobbie que ele tinha, tratar da vinhazita. Que agora seguramente morrerá, porque o Joaquim não tem nem jeito nem paciência para isso e forreta como é não paga a ninguém uns trocados para lhe arranjar aquilo. Enfim é assim a vida.

- Muito obrigada não o maço mais, já recolhi algumas informações preciosas graças a sí. Até mais ver Sr. Padre.

- Até logo detective.

Sarrabulho abandona a igreja com algumas dúvidas esclarecidas mas muito mais confuso, neste momento todos parecem ter motivos para ter assassinado Carlos Miguel. Espera dentro de horas já ter o resultado da autópsia ou pelo menos parte, será que Serôdio conseguiu falar com Toni? Ainda tem que ir à procura da tal Ana Paula quel terá sido o motivo do despedimento, guardado a sete chaves pelo Padre Jacinto? Sarrabulho toca com o guarda chuva na ponta do sapato pensativo, este caso não parece perto da solução.

Uma chuva miudinha começa a cair de mansinho, Sarrabulho abre o guarda-chuva e afasta-se pela rua for a, não há vivalma à vista…

São 17:05 da tarde de quarta-feira.


publicado por Bisbilhoteiro às 11:23
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Carne Vermelha

Edição de video
essas coisas do bem
viagens a londres
de moral,
a armar em parvo rico,
mas tu és pobre,
todos sois pobres,
pobretanas de vida
tão segmentada em fases

É suposto sentir aquilo...
ups sentir aquilo...
nunca pensaste...
velho...
velho daquela maneira...
opções opções - aos gritos,
porque não queres e já sabes...
Simplesmente tens a corda ao pescoço,
e... olha está a acontecer!!!
Aquilo do destino
sempre negaste
e era para os outros,
e naturalmente assumes
e tem que ser - não vá o ego debater-se em duvidas que te remetem para um estado de merda.
De moral...

Seres aéreos, que profissionalmente lidam contigo
é um conhecimento mútuo heterogéneo,
atitudes que marcam,
e tu intocável - pensavas.
Todos os dias saiem da penumbra novos olhinhos
a "micar-te" a importancia, a sorte, e costumas estar lá,
imóvel presa sem hipótese de fugir, à espera...

As questões morais dão em desafios da encruzilhada baqueadora à esquerda ou à direita, não se resolvem com a face limpa da moralidade,
ser racional, gestor de trapos de choro...
E procuras o lucro pessoal ou da situação.

Ir à rua a cantar, despir uma perna, açoitar os berlindes, apanhar blocos de pêlos em sorrisos livres com força... Na regularidade do teu espaço, na tua rua, com os teus amigos... é NORMAL.
Mas, mas mas... "mora no prédio azul caiado das alfazemas cor-rosa-choque", ou outra: "vi-o na rua, a minha filha contou-me."

Assim de assentada, és um objecto dominado, controlado e essa construção de pensamento é feita à tua frente: és um actor dum circo duma terrinha.
Terras pequenas,
pessoas pequenas
em disputa de ódio de tabaco de fumo cancerígeno,
mas em motes fáceis de novela das vinte horas,
fazem questão em expor a sua FELICIDADE e RECONHECIMENTO pela tua PRESENÇA algures.
Mas tudo o que é bonito,
não é ao acaso,
um dia cobram-te,
ai de ti que fujas para lá da linha invisivelmente
apetrechada à tua farpela,
ai de ti, que te deixes ir
para lá do respeito à consciência que ELES ANDEM AÍ!

E como se fosses o homem-elefante,
morres.
E às quais tu não podes, não deves, mandar à merda,
e IGNORAR,
não quererás ser o pior homem do mundo?
E o direito às tuas manias,
estados de espirito,
gel metafórico de "teen" estupido que só ele é
que só ele sabe, entende...
És varrido, já foste empurrado para uma qualquer entrevista sobre o teu sujeito

E depois coças em silêncio,
e no calor o eczema,
o vermelho aumenta,
e lavas bem
e o médico diz: "fungo fungo fungo!"
e tu imaginas-te nú na rua aos saltos,
e com rabo de macaco,
mas não é assim...

É vil ser controlado por uma corja de gentinha com todo o tempo do mundo,
no engraxamento, no controlo.
Fulana tal até é fixe e tal, fala-te, tem a cabeça no sitio, 38 anos, com geitinho dá uma bela aposta numa amizade.
E não é que é tudo tácticas de "apanha" sexual.
Queres lá ir para a cama deste modo! Quando quiseres não recorres ao "olá", "oláaaa", "oláaaaa tou aqui". Merda.



Sacos do lixo com pernas,
vestidos a rigor,
a fulana sem cabecinha no sitio,
és um objecto.
Arruma a pila depois de lhe deixares a esporra lá dentro.

A devassidão dos terceiros na pecuária tua,
faz o gesto anal e vaginal,
acaba o artífico em paz e alegria,
mete a fulana a fumar a cigarrilha,
incita-lhe as têtas!
Uma screen printada de algoritmo 1*0=0,
assim aumentando na latencia
pessoas que não te são nada,
e que insistem em mostrar que são testemunhas da tua vida
e de outras pelo andar da carroça
irrita-te?

E porque não crias uma barreira de amor hippie,
de indiferença para fulanas com "vagina escancarada"?
Mas isso era tomares-te como um narcisista de merda.
E narcisistas não andam por aqui a chorar,
só choram depois de uma matança de vacas,
nas sessões de amigas-para-foder vegetarianas,
têm estaleca impressionável, um bocado pró "foda-se".

publicado por Bisbilhoteiro às 05:57
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Ode Caótica

Teatro demente, macacóide, com amor debaixo dos pés
daquele teatro que se pedires, ele voa!

sao agoiros sujos que remato
em fim de noite caótica
cuspo e sangue mal lavados
freio de árvore neurótica

há um dia para acreditar
num improviso metafísico
de quem não se quer ir deitar
sob o lençol de um tísico

dá-me pantufas, alegre mancebo
verte-me chão e moinhos
pretendo verde, amarelo e acordar cedo
quero beber eternos ventos e vinhos

estando só
mal acolchoado
entro de trenó
em céu queimado

nasço pulgas, colho rebentos
sou a fímbria do destaque
ataco como fungos selvagens momentos
sou o sopro que morre num baque

atordoa-me porém
noite doninha leve
vives alegre tu também
vives mais por quem te deve

espasmódico retinir da palavra
na estante coberta de livro
é a terra que ninguem lavra
é desta que não me livro

é um canto, espanto, encanto
que consagro a jovens seguidores
alegrem-se, beijem-se, escolham o pranto
e refuljam os dias nas veias de violadores


O Apelo

Vamos ser um pouco mais surrealistas do que há pouco
vamos largar a rima inquisidora
que nos censura a mao a lápis
e acorrenta a vontade ao laço de um sinónimo fonético

queremos liberdade
não sabendo
ainda
o que fazer com ela!!

aqui a exclamação é demasiada, prepotente
não gosto de ofensas verbais em pontos exclamatóinos
uso de neologismo adensa a atmosfera

teatro surreal
aqui há luz para todos
entre quem quiser!
é o circo da letra azul, palavra cortada a machado

o preço pouco vale
tudo o que tem preço nao tem qualquer valor
vocabulos nietzschianos intemporais

(intervalo para descançar os dedos vagabundos)

...

Retoma do trabalho. o almoço fora breve na aldeia muscular
o dedo ja comeu demasiado, encheu uma barriga de costumes francos
cresce agora como que um rumor vermelho
será sangue? ou oxigénio mal distribuido
a forma tubular ostenta mais vida que a razão descodifica

Saque...

tudo a saque
o mundo espera por mais
mas só damos quanto temos, se quisermos
ouvem-se preces desmistificadas, cortam-se pulsos no desespero
de quem ficou para tras
num quarto a ferver de fraca luz
sem sandálias para mais dinheiro

carne de porco enjoada
quero menos do que estar a infernizar-me dentro desta chama
de repasto dionísico
trazei-me Baco e seus alegres manjares

auscultai-me o coração
que não pede
que não raspa
que.

Cedo

é cedo e com sede sudomizo-te
sob a sebe que sabe sobre tudo
o que é soberbo, sabendo que seborreia e sebo
não se construiram num só biombo

japonês, de face cristalizada ao luar romântico
de verniz doce lilaz, sem a pálpebra intemporal
da palavra que sai leve e doce
qual mel libertino
escorrega pela manção mental
não te sentes ir?

e flui, é viscoso.

Portanto

às tantas da noite tocam The Beatles, e livreiras bem dispostas
de cantares escondidos que brincavam em pequenos
também eu fui pequeno brincalhão
também eu pequenava cantando sem medo da brincadeira de um escaravelho que velou a noite disposta em estante sem livro de eu

Soásticas

soásticas palavras surrealistas, ridiculas
dir-se-ia que querem ser maiores
dir-se-ia junto do céu encoberto pelo Encoberto que nos traz a Mensagem
Mensageiro grande gigante atroz fervente mundo pessoano
ribalta do papel

chumbaste-nos a escrita para sempre
com tratados dispostos em conjunto
mal sabiamos que iria ser assim
ter-te-iamos trancado as portas do Martinho da Arcada
trazer-te-iamos a lei seca

enciclopédias de atrocidades, não para ti,
desta vez para outros piores do que tu

em tantos anos te dissolveste

Fogão

arde, lento azul, o vale crepitante
soa a croquetes bem passado
traz o sabor da chuva e ouve-se algo mais do lado de lá
não é espelho não senhor
outras obras merecem apreço
outros cantares de olhos tristes souberam o que é uma cesta de vime
enfeitada de colares persas, para serem bonitos
mas lavados com o tabaco de quem os comeu em sangue
de gengivas escurbuteadas

rasgos de pele

Crença

a perseguir um final
exaspero por um
crispo nas ondas mentais de quem nao sabe mais escrever
lerdo, aferrolho-me à ideia
de que um final
não tem forçosamente que terminar


Abade R. Fatia

publicado por Bisbilhoteiro às 04:54
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Domingo, 9 de Abril de 2006

Idiota carcomido pelas trevas

Tentou afastar-se do sexo, e o sexo é bom. Pois. Coiso. E... coiso.
Penetrar é bom, e já se tinha como pouco ínfame, e continuou esse papel, reformado de 30 anos dava-se como pouco agitado e morreu. Era essa gaffe. Permitir que a pila morresse foi um acto digerido com estoico. E agora, transformou-se em girafa, e vive algures na África e come ervas altas das costas de animais de porte infinito na vertical.

Girafa para aqui
girafa para ali,
havia dois namorados ali
ela quer
ele quer
mas com a distancia
aos mil quilómetros
ali, ali, fodendo-os.



Bocadinho de ódio espartano,
e ele sai às putas
e ela é convicta de ajudar os outros
nunca mais se encontraram,
dois namorados de outrora
comem-se comendo outros,
e ele girafa só vê por cima.

Vai começar a disparar a sua vontade, e depois grita qualquer coisa.
Alguém ouviu?
Vivia demasiado fantasma penetrado no seu sonho de vida ineficaz,
e perdeu uma boa oportunidade de ser idiota, pelo menos, seria um idiota pouco solitário. Agora é pedra da parede, é sol no chão, e viverá assim sem saber bem.

Grita idiota.

publicado por Bisbilhoteiro às 05:21
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