Terça-feira, 6 de Setembro de 2005

Peidinhos de fome

Sai tarde da sala de estar, estavam lá 2 gajos, um dormia o outro sorria e velejava nas fotografias meio porno, meio despidas, da sua nova aquisição: xexa 2003 - ou lá o que era.

Mais uma putéfia para encher de foder, e que ao final de umas boas bordoadas faz um "click" sonoro, para se lhe mudar o saquinho de esperma.
Bode de merda - pensei.

Sempre a mesma merda - e saí dali a fumegar.
Desligo-me e volto às memórias, à umas horas atrás...
Vazei algum óleo, estava inquieto - caralho! - tanta dúvida - Como é que se pode viver, com gazes e o mal estar típico duma ansiedade... Porra nem quero pensar nisso.

O que me chateaou, e é grave! Foi mesmo o facto de estar e sentir (aí é que está a importancia) o desabrochar duma nova vida, estou em dieta! Tudo vai mudar! Qual quê!? Ninguém ajuda.

Tratam-me por parvo, saí pela noite dentro, com uns amigos. Luzes e algumas nuvens. Chego ao bar do costume, ela queria um engate fácil, o outro queria apenas aquele sofá com jazz à volta, pois, acabamos no bar de sempre. É típico eu rebolar na indiferença e vêm eles e ditam.

Ri-me, fiz de servo especial.
Aqui e ali haviam pessoas para servir, psicotrópicos para todos, e em bandeja, nos cuzinhos deles.
A Lésbica Isabel, com as dúvidas de sempre, às quais eu chamo merda pegada para promoção fácil - é uma tonta e repete-se, tanta a vitimização... É que senão ligo, ela gagueja, e ataca-me com aquele olhar "que está tudo bem", e quase que chora (não sei como consegue lacrimejar daqueles olhos, sem o mínimo esforço), portanto, ela com aquela técnica de humidificação dos olhos e alguns tremeliques no queixo, e já me tem de volta. Sou um apaziguado conexo à ilusão desta fufa, é o que sou.

Eu até podia ser mais apaixonado por más conversas, mau teatro, má merda, boa merda, o que fosse! Mas a dela é padrão, eu já sei! A vida está mal e tal.
Mal me fisga a atenção, dispara sempre a mesma pergunta. Porra, é sempre a mesminha pergunta, e hoje para não variar, questionou-me exactamente com as nuances verbais de sempre: "Quem é a tua amiga nova?" - sei lá fode-te, só me apetece-lhe dizer isto - "É muita boa...".

Sempre a mesma merda.
Cometo crimes comigo mesmo. Em comiseração paulatina, molho lento, lá no fundo aposto que gosto de me foder.
Passo o tempo a dizer-lhes, que este é um bar de fufas, e levo sempre com a mesma negação, sou parvo até. Eu encontro-as é o que é. Eles ríspidos, negam-me sempre a minha verdade. Porra para o Kill Bill e outros filmes de lésbicas não assumidas. Estou farto de ser trocado em notas de mentira. Não.

Vais-me dar luz e tal - disse-me. Comecei a esquecer-me de tudo.
Dois segundos e partia-lhe a cara, com a perna boa, e fodia-lhe os ovários, voltava à cara e deslocava-lhe o nariz, seria tão fácil, mas não, estes caprichos só podem ser executados sem faróis em cima, sem audiências género o videoclip My Way do Sinatra, sem pífaros da consciência a testarem o meu óbito, não devo ser indulgente com o que não quero fazer.

Puta, vaca, a tua chefe é uma cona puta vaca. Foi o melhor que me saiu. Toma lá da minha luz.
Levantei-me daquele sofá, procurei uma saída, e encontrei um casal amigo, ela pianista, ele pianista ou trompetista, algo assim, quis-me contar um segredo, não fosse eu recusar, ela agarrou-me pelo braço, e o namorado mal percebeu a jogada, chegou-se perto do meu pescoço, senti-lhe o rosto e a respiração inconstante, e oiço: "Usamos vaselina ontem!" - Ela ri-se ele ri-se, e é a paródia, menos eu.

Voltei a ser um palhaço solitário
fora do palco
deslocado e com pés sangrados
carne viva até,
em dor muda,
recuei para a borda da luz,
sem trago, queria apenas a minha saída.

Vaselina?
Vaselina? Que merda é essa?
Caloiros, enfim - suspirei o verbo de respirar para fora, exteriorizei de tal maneira, que os deixei diferentes a tudo, até ali comigo.
Finalmente, senti daquela luz, que a lésbica afirmou que eu possuía.
Fiz o que me convinha: "Para mim, é cuspo e pronto" - e simulei uma cuspidela daquelas a imitar exactamente a sonoridade duma expelição das entranhas até aos lábios da boca, da mais verde escarreta. Bem lá do fundo dos pulmões, uma actuação digna dum homem saudável, óbviamente sem asma...
Escarrei portanto!

E depois de escarrar uma escarreta para cada mão, levei uma à outra, e esfreguei-as...

Eles impávidos, boquiabertos.
Uma estirpe nova de hipópotamos - bucolizei de fora para dentro, claro.

Continuei a mensagem: "Alguma vez eu para lhe ir ao cú, gastaria, sei lá, deram uns 45 centimos pelas bisnagas, enfim, é caro. Cuspo e resolve-se tudo, caloiros!".
(suponho que a vaselina seja para lhe ir ao cú, e falei livremente do coito anal, sem pudor cristão e moral aconchegadora de criancinhas à noite nos lençois novos da mamâ)

"Caloiros!" - Gritei, Inferiorizando-os com estilo, impregnei o discurso. Sobeja-me isto de dar conselhos... Apetecia-me um chocolate.

Desliguei-me dali.
Ruas e mais faróis.
Vim para casa, e continuo a pensar no filho da puta do barben (ou lá como se diz). Tentou impingir-me um sumo natural, quando lhe pedi conselho sobre o que beber, sim, porque estava em ínicio de dieta, e tinha por hábito beber cerveja. E estava, hoje, em ínico de dieta (reforço da ideia dieta, talvez ajude, talvez fique aqui em pleonasmo aqui dentro de mim, o facto de repetir dieta, dieta, dieta...)

O judeu, o caralho do judeu, preocupou-se lá comigo!
Bem sei que um sumo natural, é carote num bar.
Foda-se, pedi coca-cola, e ele ao fundo "sumo natural, sumo natural)... Agora tou para aqui a peidar-me, acredito que já tenha acordado a vizinha, tal a insistência no metano do cú para fora.

Vou dormir.

publicado por Bisbilhoteiro às 02:57
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